Benchmarking
O benchmarking é uma metodologia utilizada pelas organizações para aperfeiçoar a gestão através da realização sistemática de levantamentos de dados e análises de práticas, processos, produtos e serviços prestados por outras organizações. O processo de benchmarking gera informações importantes para que as organizações conheçam diferentes formas de lidar com situações e problemas semelhantes e, desta forma, contribui para que as mesmas possam aperfeiçoar os seus próprios processos de trabalho. Trata-se de um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços, e práticas em relação aos mais diretos concorrentes ou a empresas reconhecidas como líderes de mercado. As informações geradas nos processos de benchmarking favorecem a transferência de conhecimento, entre organizações ou empresas, e a identificação de potenciais áreas a melhorar. As organizações representantes das melhores práticas, não são estáticas e vão prosseguindo num espírito de melhoria contínua, evitando ser alcançadas pela sua concorrência. Assim, o trabalho desenvolvido na medição do desempenho das organizações representantes das melhores práticas, corre o risco de ficar rapidamente desatualizado. A sobrevivência está ao alcance dos mais rápidos e não apenas dos mais aptos. O objetivo imediato do benchmarking é avaliar um processo, logo as medições são a sua parte constituinte e essencial. Assume-se assim um compromisso com o princípio da melhoria contínua, possibilitando utilizar a informação compilada de várias formas de modo a produzir um efeito significativo nos processos das organizações, onde todos os participantes beneficiam da partilha da informação. A ideia de que é útil para todos é fundamental. O benchmarking pode permitir descobrir oportunidades e também ameaças competitivas, podendo ser utilizado como um meio privilegiado para atingir a excelência.

“Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atómica: a vontade” - Albert Einstein


Conceito de Atividade Artesanal

Atividade artesanal é qualquer «atividade económica, de reconhecido valor cultural e social, que assenta na produção, restauro ou reparação de bens de valor artístico ou utilitário, de raiz tradicional ou contemporânea, e na prestação de serviços de igual natureza, bem como na produção e preparação de bens alimentares» (artigo 4º da redação dada pelo Decreto-Lei nº 110/2002, de16 de Abril).
Artesão é o trabalhador que detém o domínio dos saberes e técnicas inerentes à atividade artesanal que exerce, por conta própria ou por conta de outrem, inserido em unidade produtiva artesanal reconhecida e ao qual é reconhecido um apurado sentido estético e perícia manual (artigo 9º da redação dada pelo Decreto-Lei nº 110/2002, de 16 de Abril).
Artesanato português é de uma enorme variedade e riqueza, reflete a relação criativa do artesão com a matéria-prima da sua região, promovendo a cultura das regiões e dos países, num exercício de preservação da história.
O artesanato, melhor que nenhum outro testemunho, personifica a riqueza de um património, vasto e repleto de motivos de interesse, onde se projeta a peculiar maneira de ser dos portugueses: o génio inventivo, a inata habilidade manual, um apurado sentido estético, a natural assunção da ambiência geográfica envolvente, o carácter vincado e personalista, a vontade indómita.
Tudo se mescla, influencia e se traduz no objeto, acabando por o transformar num produto que reflete a vida interior e exterior do artesão que lhe deu forma.
"A volta do artesanato é um dos sintomas da grande mudança que está acontecendo com a sensibilidade contemporânea. Estamos presenciando mais uma expressão de revolta contra a religião abstrata do progresso e contra a visão quantitativa do homem e da natureza. Daí porque a popularidade do artesanato é um sinal de saúde."
Octávio Paz, Prémio Nobel de Literatura 1990.
Historicamente, a Revolução Industrial, no século XVIII, marca um período de charneira na história do mundo ocidental, com a introdução de profundas mudanças nos métodos de produção, nomeadamente com a transição dos métodos produtivos artesanais e manufaturados para os processos de produção industrial. A industrialização do tecido produtivo veio provocar inevitáveis implicações socioeconómicas e culturais, afetando diretamente os modelos de organização económica e social em toda a Europa: o modelo feudal, na sua essência de carácter agrário, entra em decadência e é substituído, progressivamente, pelo modelo industrial. Assim, se durante o período anterior, a produção artesanal era essencial para responder às necessidades do quotidiano, gozando os artesãos do estatuto social e económico, após o século XVIII, as transformações operadas e a consequente massificação das formas de comercialização e distribuição artesanal. Não obstante, houve contextos em que a atividade artesanal subsistiu, sobretudo em nichos de mercado onde o artesão manteve o diálogo comercial com a comunidade.
No caso de Portugal, a entrada extemporânea do período industrial contribuiu para que muitos ofícios artesanais mantivessem intactas diversas formas de produção e expressão.
Após a Segunda Guerra Mundial, com a criação da Organização das Nações Unidas, a promoção, divulgação e respeito pelo património cultural dos povos tornam-se princípios fundamentais e estruturais de várias organizações não-governamentais e intergovernamentais. A este respeito, a crescente consciencialização para questões patrimoniais teve um impacto positivo no interesse pelas actividades artesanais, associadas ao discurso cultural e simbólico dos objetos e das comunidades de produção, incentivando o seu estudo e preservação. A partir dos anos oitenta, os programas europeus de apoio e incentivo ao desenvolvimento das economias locais contribuíram, em larga medida, para a valorização do património cultural e para o reforço da identidade local e regional dos povos, promovendo simultaneamente o estudo e o reconhecimento das actividades e produtos tradicionais artesanais, entendidos como repositórios representativos da identidade coletiva das comunidades.
Em Portugal, o ponto de viragem para o reconhecimento formal do artesanato, enquanto sector de atividade económica de importante valor cultural, aconteceu precisamente neste período, em três momentos fundamentais:
I. Reconhecimento legal e político por parte do Estado;
II. Reconhecimento pela sociedade civil, através da criação de estruturas de apoio;
III. Reconhecimento, por parte dos artesãos, da especificidade da sua atividade e da necessidade de se organizarem em associações ou cooperativas.

Tipos de artesanato e percentagens da atividade: 01- Artes e Ofícios Têxteis 27,10%
02- Artes e Ofícios da Cerâmica 15,45%
03- Artes e Ofícios de Trabalhar Elementos Vegetais 4,54%
04- Artes e Ofícios de Trabalhar Peles e Couros 3,77%
05- Artes e Ofícios de Trabalhar a Madeira e a Cortiça 9,53%
06- Artes e Ofícios de Trabalhar o Metal 5,52%
07- Artes e Ofícios de Trabalhar a Pedra 2,27%
08- Artes e Ofícios ligados ao Papel e Artes Gráficas 1,58%
09- Artes e Ofícios ligados à Construção Tradicional 0,16%
10- Restauro de Património, Móvel e Integrado 0,04%
11- Restauro de Bens Comuns 1,66%
12- Produção e Confeção Artesanal de Bens Alimentares 3,85%
13- Outras Artes e Ofícios 24,42%


Atividades artesanais mais representativas – Percentagem Confeção de Bordados 11%
Fabrico de Assessórios de Vestuário 8%
Confeção de Artigos Têxteis para o Lar 8%
Fabrico de Bijuteria 8%
Pintura Cerâmica 7%
Confeção de Artigos de Renda 6%
Cerâmica 6%
Fabrico de Miniaturas 6%
Fabrico de Utensílios e outros objetos em Madeira 6%
Tecelagem 5%
Cerâmica Figurativa 5%
Arte de Trabalhar o Vidro 4%
Olaria 3%
Arte de Trabalhar o Couro 3%


Consultoria e certificação de sistemas de gestão

Tal como sugerido no PO Competitividade e Internacionalização qualquer estratégia que vise intervir no tecido empresarial português para que possa ser bem-sucedido deverá dirigir as suas estratégias de atuação para as PME uma vez que estas representam a grande parte das empresas que constituem o tecido empresarial nacional.

Tal como é referido no Acordo de Parceria Portugal 2020 as PME continuam a apresentar uma carteira de produtos e serviços pouco intensivos em tecnologia e conhecimento, com insuficiente incorporação de valor acrescentado mantendo‐se muito orientadas para o mercado interno e para a produção não transacionável. A sua dinâmica de investimento empresarial centra‐se sobretudo no capital físico (equipamentos) em detrimento do investimento em domínios imateriais como é o caso dos domínios de organização, marketing, TIC e qualidade, apresentando também deficiências organizativas e de gestão, a par de uma insuficiente inserção em redes de cooperação e de conhecimento.

Já no que se refere às microempresas e de acordo com dados do IAPMEI, cerca de metade das microempresas não está ligada à internet, sendo que apenas 17% possui site ou portal, somente 15% utiliza comércio eletrónico e cerca de 93% não utiliza CRM.

A zona centro é responsável por 36% do valor da produção animal do país e é caracterizada por uma elevada concentração animal (74% do número total de aves existentes em Portugal e 40% dos coelhos e dos suínos), existindo assim um grande potencial para a conceção de produtos de valor acrescentado como os queijos e carnes fumadas. A agricultura tem um peso significativo na fixação de ativos humanos qualificados em territórios desfavorecidos, 11% da população regional pertence à produção agrícola familiar, com um peso de mais de um terço desta atividade no território nacional, sendo então uma região com extenso conhecimento no âmbito da agricultura e um bom potencial de crescimento.

Estes dados confirmam a necessidade de estimular a utilização das TIC nas PME para melhorar a comunicação e colaboração entre elas e como suporte à estratégia de marketing digital das empresas.

Assim o presente projeto encontra-se inserido no âmbito do aviso de abertura 30/SI/2015 que visa apoiar 13 empresas da região, através das tipologias selecionadas:
- Inovação organizacional e gestão
- Economia digital e tecnologias de informação e comunicação (TIC)
- Criação de Marcas e design
- Sistemas de Gestão

Com a implementação deste projeto procuramos dar respostas concretas a problemas e oportunidades específicas, tendo como base os fundamentos base do Quadro Comunitário “Portugal2020”, contribuindo para que as empresas envolvidas entrem numa rota de “Crescimento Inteligente, Sustentável e Inclusivo”. Tudo isto vai contribuir para a melhoria do desempenho das empresas, tornando-as mais competitivas e capacitadas para competir no mercado externo. Assim consideramos que no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) os investimentos se enquadram no Eixo II – Reforço da competitividade das PME e redução de custos públicos de contexto sendo que se pretende “Capacitar as PME para o prosseguimento de estratégias de negócio mais avançadas”, “Aumentar o peso de atividades produtoras de bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis” e “Aumentar a intensidade de tecnologia e conhecimento dos vários setores e do conjunto da economia”.

O projeto conjunto da AASE encontra-se fortemente alinhado com as Prioridades Nucleares identificadas no ponto 4 “CRER 2020” presente na RIS3 do Centro, ao implementar sistemas de gestão alimentar, ambiental e de qualidade, promove o aumento da sustentabilidade e uma maior eficiência nos seus processos. A preocupação com a segurança alimentar, reaproveitamento de resíduos e sustentabilidade está interligada com o meio ambiente e a componente ecologia, porém é também uma fonte de criação de valor, aumentando a notoriedade, qualidade e perceção de valor dos produtos junto aos consumidores e reduzindo os desperdícios no processo produtivo.

Para além disso deve salientar-se que este projeto para além de uma ação conjunta integrada e coordenada das entidades envolvidas prevê uma atuação estratégica mais ampla por via de atuação em duas áreas estratégicas para as empresas ao nível dos sistemas de gestão e das estratégias de marketing. De facto as empresas devem apostar na melhoria dos seus processos e na implementação de sistemas de gestão mais eficientes e com isso melhorar a sua produtividade, a qualidade dos seus sistemas e produtos ou serviços. Mas estas melhorias serão muito mais visíveis se comunicadas de uma forma adequada e eficaz o que se espera conseguir através da definição de uma estratégia de marketing digital efetiva e ajustada à empresa e ao seu setor e mercados de atuação, recorrendo aos meios tecnológicos hoje fundamentais para uma boa projeção das empresas dos seus produtos. De facto é importante que as empresas para além de conseguirem melhorar os seus processos de gestão internos e consequentemente a sua produtividade saibam comunicar essas melhorias e os seus pontos fortes para que estas possam de facto ser conhecidas e valorizadas.

- Competências e Sistemas de gestão
Através da Implementação de Sistemas de Gestão adaptados à necessidade de cada empresa, respeitando a individualidade de cada sector e empresa na medida em que deixamos em aberto um maior leque de sistemas possíveis de serem implementados e certificados. Consideramos que apesar de este ser um plano de ação conjunto importa não esquecer as empresas têm necessidades diferentes e encontra-se em estádios diferentes no que a certificação de sistemas diz respeito pelo consideramos mais importante ter um conjunto de empresas que tendo consciência das suas diferentes necessidades tenham possibilidade de partilhar experiências diferentes entre si. Esta metodologia poderá levar estas empresas a curto/médio prazo a implementar outros sistemas tendo em conta os resultados que presenciaram noutras empresas do projeto e tornarem-se mais competitivas. - Competências de Marketing e Inovação digital Através do Marketing Digital que será uma das formas de Inovação mais rentáveis, atualmente existente. Com este projeto pretende-se dar às empresas a possibilidade de trabalharem uma forma de comunicação e comercialização que muitos resultados têm dado a nível global. Este é aliás um objetivo estratégico do projeto não só pela implementação de um plano de marketing apoiado nas TIC mas também pela sensibilização das empresas para a necessidade de definir uma boa estratégia de marketing com recurso às novas tecnologias.

- Promoção e disseminação tendo por base a promoção da cooperação
Através de Ações Conjuntas com elevado nível de inovação de abordagem / atuação face às empresas / sectores / cadeias de valor em causa. O portal Tecnológico Conjunto, nos termos que o propomos, o relatório de Benchmarking que não tendo um sector específico vai ao encontro dos reais problemas das empresas e que são transversais aos diversos sectores permitindo apoiar um maior número de empresas, o plano de marketing proposto aliado ao desenvolvimento de ferramentas de marketing sofisticadas com suporte nas TIC e que constituem ações estratégicas na medida em que visam divulgar o projeto e os seus resultados através da cooperação e partilha de informações entre empresas. De referir que a iniciativa de Social Media Marketing será uma fonte e um meio de informação para a Plataforma e que permitirá divulgar a mesma em todos os setores de atividade. Por fim referir o Workshop e o seminário que serão fontes de informação técnica de enorme valor acrescentado para as empresas participantes. Concluindo, o presente projeto integra ações concretas que pretendem intervir na realidade das empresas atenuando ou mesmo eliminando os constrangimentos verificados e tirando máximo proveito das oportunidades identificadas. O presente projeto, tendo em conta as iniciativas descritas compreenderá as tipologias de Inovação organizacional e gestão, através da implementação de sistemas de gestão.



Projeto Tradição Competitiva

O projeto Tradição Competitiva, tal como descrito anteriormente, é promovido pela AASE, tendo como apoio da empresa Indice ICT como entidade executante do projeto, surge na necessidade de promover a melhoria do acesso às TIC, bem como a sua utilização e a sua qualidade e o reforço da competitividade das PM. Destinado a um grupo de empresas da região da Serra da Estrela, este projeto pretende desenvolver um programa de intervenção, tendo em vista aumentar a competitividade, capacidade de resposta e presença ativa no mercado global, através da aposta na certificação de sistemas de gestão e outros mecanismos de melhoria que otimizem a atividade produtiva das organizações.

A constante mutação dos mercados que carateriza a envolvente em que as empresas se inserem exigem uma rápida resposta das empresas, pelo que estas devem estar constantemente a reforçar as suas capacidades para que possam dispor das competências e recursos que lhes permitam rapidamente ajustar-se às necessidades dos mercados e responder em conformidade. Por esses motivos as empresas cada vez mais procuram ferramentas de gestão internas que acrescentem verdadeiro valor à organização, e que permitam melhorar a rentabilidade dos seus processos, controlando os custos operacionais e utilizando de forma eficiente os recursos existentes. Segundo orientações referidas no PO Competitividade e Internacionalização para a consolidação da crescente presença internacional das PME portuguesas e para o aumento da sua competitividade, é essencial ganhar escala, preferencialmente através da cooperação empresarial e de uma aposta forte em processos de índole coletiva.
Pretende-se assim desenvolver um programa estruturado de intervenção num conjunto de 13 PME's de diferentes setores, através da utilização de fatores dinâmicos de competitividade, tendo em vista a promoção da sua competitividade, designadamente ao nível da sua capacidade de resposta e presença ativa no mercado global, apostando na gestão eficaz e eficiente dos processos das empresas através da implementação de Sistemas de Gestão.

Assim, o objetivo geral deste projeto conjunto promovido pela AASE é a qualificação das PME envolvidas através da implementação de diversos sistemas e respetiva certificação, da elaboração de um plano de marketing, do desenvolvimento de ferramentas de gestão estratégica, elaboração de website, certificação de produto e da realização e ações disseminadoras dos resultados alcançados.

Pretende-se assim transformar as competências das PME no sentido de tornar mais capazes de enfrentar novos desafios, como o mercado digital ou a internacionalização. Neste sentido preparámos um conjunto de ações estruturadas em 3 fases: Implementação e certificação e sistemas de gestão – desenvolvimento e implementação de metodologias para implementação e melhoria dos sistemas de gestão das empresas e respetiva certificação, Desenvolvimento da estratégia marketing digital – elaborar o plano de marketing digital e executar as respetivas medidas para capacitar as empresas com modelos de gestão e marketing modernos, com uma componente digital forte e otimizados (através de ferramentas de marketing sofisticadas) e avaliação e divulgação – divulgação do projeto e disseminação de resultados para empresas aderentes e não aderentes (através da criação de uma plataforma tecnológica conjunta).

Inserido neste projeto, surge também o software de auxílio INQ.net, mais concretamente um software de gestão para a organização da lista de todos os documentos e impressos, bem como os registos associados a cada atividade afeta aos sistemas de gestão e ou outros processos paralelos. Este software apresenta-se como uma ferramenta muito simples e de fácil intuição aliado a uma alargada rede de recursos. A aplicação disponibiliza uma gestão informatizada e centralizada de dados, o que permite uma gestão mais eficiente do Sistema de Gestão.



Indicadores do Projeto

O relatório de benchmarking será resultado da integração de indicadores transversais a todas as empresas e a respetiva avaliação. Num total de 11 indicadores, listados na tabela a baixo, sectorialmente harmonizados, é possível validar ações e observar desvios face aos objetivos que se traçam.

Indicadores do projeto Tradição Competitiva
Implementação e certificação do Sistema de Gestão da Qualidade: 6 empresas
Implementação e certificação do sistema de gestão alimentar pela norma ISO 22000/BRC/IFS: 4 empresas
Implementação e Certificação do Sistema Ambiental pela norma ISO14001/Emas: 1 empresa
Certificação do produto: 9 empresas
Implementação de metodologias de Gestão Estratégica e Balanced Scorecard: 4 empresas
Plano de Reestruturação da Marca: 3 empresas
Plano de Marketing: 4 empresas
Reestruturação/desenvolvimento de Website: 4 empresas
Conceção e registo de marcas (incluindo a criação de marcas próprias ao nível do produto e da empresa): 3 empresas
Aquisição de Equipamentos informáticos: 13 Empresas
Nº de ações de divulgação, acompanhamento e Avaliação (Seminários, Workshops e Dias de Porta Aberta): 4


Implementação e certificação do Sistema de Gestão da Qualidade:
Número de empresas certificadas pelos requisitos normativos da NP EN ISO 9001:2015.

No decurso do projeto, foram executadas seis implementações deste sistema normativo com via a obtenção de certificado. As empresas que realizaram este investimento foram a CBEAL, Heatermec, JL Medirolo, Prodimontes, Valpel e Elmi.



Implementação e certificação do sistema de gestão alimentar pela norma ISO 22000/BRC/IFS:

Número de empresas certificadas pelos requisitos normativos da NP EN ISO 22000:2008, BRC ou IFS.

No decurso do projeto, foram executadas cinco implementações deste sistema normativo com via a obtenção de certificado. As empresas que realizaram este investimento foram a CBEAL e a Braz & Irmão para sistemas de ISO 22000:2008, e as empresas Rural Futuro com um sistema BRC e IFS e por último, a Quinta dos Fumeiros com IFS.



Implementação e Certificação do Sistema Ambiental pela norma ISO14001/Emas:

Número de empresas certificadas pelos requisitos normativos da NP EN ISO 14001:2015

No decurso do projeto, foi implementada apenas um sistema de gestão ambiental com via a obtenção de certificado. A empresa que procedeu a essa implementação foi a Valpel.



Certificação do produto:

obtenção de documento comprovativo da certificação num determinado processo de certificação de produto

No decurso do projeto, foram implementados cinco certificações de produto com via a obtenção de certificado. A empresa que procedeu a essa implementação foi a Greendet e a Valpel sendo que foram atribuídos 4 certificações de produto à Greendet e 1 à Valpel.



Implementação de metodologias de Gestão Estratégica e Balanced Scorecard:

Número de empresas que implementaram mecanismos de gestão estratégia segundo os princípios de Balanced Scorecard.

No decurso do projeto, foram implementados duas metodologias de gestão estratégica em Balanced Scorecard. As empresas que procederam a essa implementação foram a Greendet e a Valpel.



Plano de Reestruturação da Marca:

Número de empresas que realizaram um plano de reestruturação de marca

No decurso do projeto, foi executada uma reestruturação do design da marca. A empresa que procedeu a essa implementação foi a Arnaldo Saraiva.



Plano de Marketing:

Número de empresas que elaboraram um plano de marketing

No decurso do projeto, foram implementados 3 planos de marketing. As empresas que procederam a essa implementação foram a Rural Futuro, Arnaldo Saraiva e a Braz & Irmão.



Elaboração de website:

Número de empresas que realizaram um Website online

No decurso do projeto, foram elaborados sete websites. As empresas que procederam a essa implementação foram a Greendet, CBEAL, a JL Medirolo. Arnaldo Saraiva, Carola & Carola, Elmi e a Urbinstal.



Conceção e registo de marcas (incluindo a criação de marcas próprias ao nível do produto e da empresa):

empresas que realizaram registo de nova marca

No decurso do projeto Tradição Competitiva, não foram realizadas quaisquer conceções e registo de marcas.



Aquisição de Equipamentos informáticos:

Número de empresas que adquiriram equipamentos informáticos

Todas as empresas deste projeto tinham acesso a uma comparticipação de 50% na aquisição de equipamentos informáticos. Sendo que esta aquisição é facultativa, coube a cada uma das empresas verificar a necessidade de incluir faturas destes equipamentos.



Nº de ações de divulgação, acompanhamento e Avaliação (Seminários, Workshops e Dias de Porta Aberta):

Número de eventos de divulgação realizados

Durante o tempo em que o projeto esteve em curso, foram realizados todos os seminários e workshops aprovados em candidatura. Neste projeto estavam identificados dois workshops temáticos e dois seminários, um de encerramento e um de inicio de projeto.



Indicadores de Benchmarking

Neste capítulo serão identificadas as boas práticas implementadas/identificadas nos mais diversificados departamentos de cada empresa, sendo que uma delas se apresenta comum a todas as empresas deste projeto.

O Sistema de Indicadores para Benchmarking foi concebido com vista a atender as necessidades de medição da eficácia da execução do projeto nas empresas identificadas. Deste modo, definiram-se como indicadores a relação entre os seguintes processos:
  1. Número de colaboradores: Caracterização do número de recursos humanos por empresa para a caracterização de eficácia de implementação das atividades decorrentes do projeto;
  2. Sectores de atividade: Identificação da distribuição sectorial das empresas aderentes para enquadramento do sector empresarial a nível nacional;
  3. Volume de negócios início do projeto: Caracterização inicial do volume de negócios das várias empresas do projeto;
  4. Volume negócio internacional inicio projeto: Caracterização inicial do volume de negócios internacional das várias empresas do projeto;
  5. Classificação das empresas: Classificação empresarial das várias empresas;
  6. Empresas certificadas: número de empresas certificadas no âmbito do projeto;
  7. Número de não conformidades: Número de não conformidades identificadas no decurso do processo de certificação dos vários sistemas de gestão;
  8. Execução de planos de marketing: caracterização das várias execuções dos planos de marketing nas empresas;
  9. Número de ações identificadas: número de ações identificadas nos planos de marketing;
  10. Balanced Scorecard: Caracterização da implementação de planos de marketing nas empresas do projeto;
  11. Identificação de estratégias executadas: Caracterização das estratégicas identificadas nas empresas do projeto;




Caracterização dos indicadores

Como já foi referido anteriormente, o projeto de qualificação Tradição Competitiva, foi executado para abranger um conjunto de empresas de vários sectores de atividade. Esta distribuição empresarial permite caracterizar de forma concreta, a tipologia de empresas e mecanismos laborais das regiões envolvidas.

De seguida iremos caracterizar os vários indicadores identificados e analisar de forma comparativa as várias constatações aos objetivos do referido projeto.

1. Número de colaboradores:
As empresas identificadas neste projeto são empresas pequenas com necessidades de recursos humanos pouco significativos. Na figura 1 apresenta-se o número de colaboradores por cada empresa. Neste, podemos identificar empresas com necessidade de apenas um colaborador até empresa que necessita para a sua laboração de 18 colaboradores internos. Neste projeto a média de colaboradores por empresa é o de 9.

Figura 1 - Colaboradores por empresa vs. média de colaboradores
No indicador seguinte vamos caracterizar os sectores produtivos para compreender melhor as necessidades de utilização de recursos humanos.

2. Sectores de atividade:
Na caracterização das empresas por sector de atividade, verifica-se uma dispersão bastante abrangente. Destes setores de atividade, destacamos o agro-alimentar, comercio a retalho, construção e serviços de apoio social. Na tabela que se segue identificamos os códigos de atividade das várias empresas.

Código CAE Sector de atividade
20411 Fabricação de sabões, detergentes e glicerina
10130 Fabricação de produtos à base de carne
10510 Indústrias do leite e derivados
33120 Reparação e manutenção de máquinas e equipamentos
46900 Comércio por grosso não especializado
47192 Comércio a retalho em outros estabelecimentos não especializados, sem predominância de produtos alimentares, bebidas ou tabaco
10395 Preparação e conservação de frutos e de produtos hortícolas por outros processos
14200 Fabricação de artigos de peles com pêlo
17220 Fabricação de artigos de papel para uso doméstico e sanitário
43210 Instalação eléctrica
Tabela 1 - Códigos de atividade das empresas do projeto


3. Volume de negócios inicial:
As empresas foram caracterizadas inicialmente face ao seu volume de negócios inicial. No gráfico seguinte conseguimos verificar a disparidade desses volumes de negócio.

Figura 2 - Volumes de negócios das 13 empresa

Sendo que a empresa 1 apresenta volume de negócios muito superior às restantes, colocando a média de faturação num valor relativamente elevado ( 1 056 727,00 €) superior à faturação das restantes.

4. Volume negócio internacional início projeto:
Do ponto de vista de faturação internacional, as empresas deste projeto apresentam valores mais modestos. Algumas destas empresas não comercializam o seu produto nos mercados externos

Figura 3 - Volume de negócios internacionais por empresa


5. Classificação das empresas:
Das empresas neste projeto enquadram-se, enquadram-se na sua maioria como microempresas. Das 10 empresas em intervencionadas com os vários projetos, apenas uma é uma pequena empresa.

Figura 4 - Classificação das empresas do projeto


6. Empresas certificadas: número de empresas certificadas no âmbito do projeto;

Com já foi referido anteriormente, o projeto disponibilizava um conjunto de certificações para as empresas aderentes. No início do projeto, nenhuma das empresas tinha qualquer tipo de certificação. Neste, acabaram por obter competências que permitiram a certificação dos seus mecanismos de trabalho.
As certificações disponibilizadas formam a certificação de Sistema de Gestão da Qualidade, Sistema de Gestão Ambiental e Sistema de Gestão de Segurança Alimentar. Das várias empresas, 6 implementaram e certificaram um sistema de gestão de qualidade, 1 empresas a certificar pelo sistema de gestão ambiental e 4 empresas certificaram pela norma da segurança alimentar.


7. Número de não conformidades: Número de não conformidades identificadas no decurso do processo de certificação dos vários sistemas de gestão;

Nestes procedimentos de trabalho, e por algum desconhecimento das empresas das necessidades de otimização e formalização documentada dos seus processos e registos, é natural que surjam algumas constatações em sede de auditoria de certificação. Nesse sentido, identificam-se algumas constatações mais relevantes identificadas nesses relatórios:
  • Caracterização dos critérios de fornecedores;
  • Alteração dos registos de monitorização e medição;
  • Otimização do plano de controlo de pragas na organização;
  • Definição de critérios para desencadear ações corretivas e preventivas face aos objetivos;
  • Definição de critérios de aceitação de produto;
  • Melhoria dos mecanismos de rastreabilidade de produto;

Das empresas certificadas apenas uma não teve qualquer constatação no seu processo de certificação segundo a norma ISO 9001:2015.

Figura 5 - Constatações nas certificações das empresas do projeto


8. Execução de planos de marketing:

Nas empresas deste projeto que implementaram plano de marketing, teve o objetivo, o reforço dos seus posicionamentos em mercado e os mecanismos de que cada organização deverá considerar pare esse reposicionamento. O interesse dessa abordagem permite o reforço do posicionamento dos atuais clientes e também chegar a potenciais clientes que à data não conhecem o serviço ou produto.
  1. Análise Interna
    1. Dados gerais da empresa
    2. Associada das seguintes entidades
    3. Situação atual de Marketing
    4. Objetivos da Empresa
    5. Tipologia dos produtos comercializados pela empresa
    6. Estudo dos clientes
  2. Análise Externa
    1. Concorrência
    2. Meios de comunicação – Revistas especializadas
    3. Segmentação
  3. Marketing Mix
  4. Análise BCG
  5. Análise SWOT
  6. Medidas a desenvolver


Da totalidade das ações decorrentes da elaboração do plano de marketing, o grande foco como podemos verificar nos tópicos anteriores, situa-se na caracterização do produto / serviço da empresa e do posicionamento desse em mercado. Após todas estas caracterizações, são identificadas as várias medidas a desenvolver para melhorar a forma como a empresa interage com o cliente e potenciais clientes. Nessa medida as medidas mais relevantes foram as seguintes:
  • Desenvolvimento de site empresarial moderno preparado para ferramentas;
  • Mecanismos de venda on-line;
  • Desenvolvimento de material promocional (vídeo, flyers, aplicação para smartphone, etc);
  • Divulgação em redes sociais;
  • Frequência em eventos internacionais;
  • Uniformização da imagem da marca;
  • Email marketing para clientes estratégicos;
  • Definição de slogan publicitário.


9. Número de ações identificadas:

As empresas deste projeto apresentaram algumas limitações ao nível da presença dos seus produtos e serviços nos mercados digitais. O reforço destes mercados deverão ser uma prioridade para o aumento das vendas no mercado nacional, bem como internacional. Catálogos digitais, vídeo promocional, website corporativo, etc., potenciam esse reforço.
Sendo que a maioria das empresas costuma apresentar alguma limitação no sentido de promover o relacionamento com a sua envolvente externa. Nesse sentido foi proposto a várias empresas o reforço nas relações com a sua envolvente externas a fim de promover os benefícios que essa envolvente possa trazer. Destro das quais, reforço do produto / serviço no mercado, maior abrangência do seu publico alvo, melhoria da qualidade do serviço prestado, reforço do prestigio da empresa em questão.
No geral dos planos de marketing traçados, há uma necessidade premente de aumento da sua carteira de clientes bem como da sua fidelidade. De um modo geral, foram criados um conjunto de medidas para reforçar a comunicação entre empresa e cliente. Não só nos mecanismos de comunicação, bem como mecanismos periódicos que tem como principal objetivo fomentação de novos contactos. Através de mailing marketing, seguimento de reclamações / elogios de cliente, etc.
Foram também realizados, nestes planos de marketing um conjunto de atividades com o objetivo de melhorar o posicionamento da marca das empresas em relação ao seu publico alvo:
  • Reestruturação da imagem corporativa
  • Desenvolvimento de aplicação para smartphone
  • Preparação de slogan publicitário
  • Dinamização em redes sociais
  • Participação em feiras sectoriais


10. Balanced Scorecard:

Esta ferramenta advém da necessidade de se contemplarem indicadores financeiros e não financeiros na medição do desempenho organizacional. Assim, a empresa irá refletir sobre a sua posição operacional e concorrencial no mercado, sistematizando informação disponível, concretamente, ao nível da definição dos indicadores (financeiros e não financeiros) a utilizar para mensurar o seu desempenho, bem como na definição dos objetivos, metas e atividades necessários a um desenvolvimento mais ponderado e sustentado da sua atividade. Neste projeto existiu um envolvimento de 3 empresas a implementar esta ferramenta de gestão estratégia.
Nesta definição de procedimentos estratégicos com base em Balanced Scorecard, as empresas definiram um conjunto de objetivos estratégicos com base em indicadores estratégicos. Alguns projetos identificados nas análises BSC:
  • Identificação de projetos de investimento para a edificação e construção estruturas da empresa;
  • Análise de indicadores de faturação para a definição de estratégia de aumento de quota de mercado ao nível de vendas de produto;
  • Reorganizar, alargar e implementar a metodologia da qualidade das respostas sociais da empresa;
  • Definição de prioridades e operacionalização das medidas identificadas no plano de ação, verificação da viabilidade financeira;
  • Crescimento sustentado;


A análise desta definição estratégica assenta em três princípios:
  • Entrada e novos mercados;
  • Inovação de produtos e serviços;
  • Otimizar relações intraempresariais.


Desta análise e foco nos tópicos referidos anteriormente, foram analisados alguns indicadores estratégicos. Seguidamente identificamos alguns dos indicadores referenciados:
  • Volume de negócios;
  • Capital investido;
  • Retorno financeiro;
  • Índice de satisfação de cliente;
  • Satisfação de colaboradores;
  • Margem de lucro por produto;
  • Crescimento de vendas por produto / serviço;
  • Comparativo de vendas a médio prazo;
  • Comparativos de custos a médio prazo;


De uma forma geral, a implementação do Balanced Scorecard nas empresas deste projeto, permitiu a definição de estratégias, de forma a consolidar o posicionamento do produto / serviço no mercado e obter os resultados pretendidos. O mercado está em constante alteração e como tal, a estratégia de Balanced Scorecard deve ser revisto frequentemente, dentro de um quadro temporal devidamente planeado para compreender o as convergências e divergências ao planeamento estabelecido.

11. Planos de marketing:

Para a elaboração deste plano, foi realizado primeiramente a situação interna da empresa onde constava a caracterização inicial desta, empresas associadas, caracterização do marketing da empresa, objetivos da empresa, caracterização de produtos e clientes. Por outro lado a análise externa como a concorrência, os meios de comunicação preferencial bem como os segmentos para colocação do produto.
Para complementar esta caracterização da empresa foram realizadas as análises de produto: Marketing mix, análise BCG, SWOT para servir de base às medidas a desenvolver.
Neste plano de marketing surgiram as mais diversas medidas, sendo que faremos referência apenas Às que se consideram transversais à maioria das empresas:
  • Desenvolvimento de site da empresa;
  • Desenvolvimento de loja online;
  • Criação de flyers;
  • Criação de vídeo promocional;
  • Desenvolvimento de aplicação para smartphone;
  • Participação em programas de rádio;
  • Criação de perfis empresariais em redes sociais;
  • Participação em feiras do setor.


Após esta caracterização, foi elaborado um plano de ação e uma calendarização para tornear possível a inclusão destas medidas na empresa de forma a conseguir atingir os objetivos identificados.